Peguei um desses romances clássicos que nos encantam a cada
linha e nos levam a outra dimensão da realidade. Uma realidade paralela criada
por escritores excepcionais. Esses romances que são eternos e que em cada frase
têm uma mensagem que faz sentido pra nós.
Pois então, era Lolita, de Nabokov.
Eu abri o livro e você tomou forma. A primeira página trazia
a dedicatória que havia feito quando me presenteou. Só de ver suas letras senti
uma espécie de aconchego e proximidade. Você, junto com Lolita, se aproximava
de mim naquele momento, tomava forma.
Na dedicatória você dizia: “Eu nunca vou parar de te olhar,
nunca. Feliz um ano de namoro”.
Hoje já são meses que se passaram sem você me ver, mas não a culpo, pois daquela nossa brincadeira, de dar livros um para o outro nos
aniversários de namoro, restou essa dedicatória. Uma dedicatória eternizada com Lolita.

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